30 de dezembro de 2009

Feliz ano novo !


Todo mundo já fez a sua listinha de metas pra 2010 ? a minha já ta prontinha ! Eu vim aqui desejar um ótimo 2010 a todos com muita saúde, paz, harmonia, união, coragem amor e felicidade. Que nesse ano muitas coisas maravilhosas aconteçam na vida de vocês. Ah gente, muita consciência viu; todos estamos precisando no mundo de hoje!
Enfim, quero que todo mundo curta bastante !
E claro, quero mandar meus beijinhos muito especiais!
Primeiro eu quero mandar pra Jú, claro, que além de dividir esse blog lindo comigo, ta comigo nas horas mais difíceis e nas horas boas é a primeira a gritar comigo.
Depois um beijo pra todos que acompanham o nosso blog, que fizeram desse ano maravilhoso, cada comentário é lido com todo o carinho do mundo e nos deixa com um sorriso enorme no rosto com toda a certeza.

Um grande beijo a todos ! Carla.

26 de dezembro de 2009

Mentirosa Perfeição

Cap. IX
Na terça, acordei bem cedo e cheguei ao colégio alguns minutos antes para tentar saber o que havia acontecido com o Alexandre, após muita conversa consegui convencer uma das inspetoras a me contar, ela não deu muitos detalhes; disse que ele estava de licença médica por cauda de uma cirurgia, me deu o endereço do hospital e me fez jurar que não iria contar a ninguém que ela tinha me dado a informação.
Assim que cheguei em casa, esquentei o resto da lasanha, e liguei para a Bianca pra contar o que a inspetora Tânia havia me contado. Nós combinamos de ir ao hospital depois do almoço.
Ao chegar a clinica, descobrimos que o Alexandre estava no quarto 5 se recuperando, após muitas conversas entre atendente e o alguém do outro lado do fio, que eu tinha certeza que era o próprio Alexandre; a moça nos deixou subir.
Quando entramos no quarto Alexandre parecia constrangido, deitado na cama; com a mãe sentada em uma cadeira ao lado.
- Boa tarde. – cumprimentei assim que entrei no quarto.
Bianca sem pensar duas vezes se atirou em cima do garoto, e começou a beijá-lo em todas as partes do rosto. Alexandre pareceu gostar, mas a mãe dele foi surpreendida pela demonstração tão calorosa de carinho.
- Eu pensei que você tivesse morrido – exagerou Bianca assim que o soltou – Você sumiu. Nem me avisou que ia se operar.
Alexandre não respondeu.
- Nós ficamos preocupadas, afinal você começou a faltar no colégio e não atendia as ligações. – completei. – Você podia ter falado que iria fazer uma cirurgia, agente podia ter ajudado em alguma coisa.
- Ah meninas, obrigada pela preocupação. Mas o Alexandre não quis contar pra ninguém... É bom saber que meu filho tem amigos de verdade. – falou a mãe dele.
Eu sorri gentilmente para ela. Bianca ficou olhando o rosto de Alexandre como se fosse a coisa mais linda do mundo.
- Mas afinal essa cirurgia foi pra que? – perguntou Bianca, sem tirar os olhos dele.
Mãe e filho se ficaram em silencio por alguns minutos.
Olhei pra mãe dele esperando uma resposta. Mas quem respondeu foi Alexandre.
- Fimose. – falou simplesmente isso.
Eu caí na gargalhada, os três olharam assustados pra mim, com a minha falta de delicadeza. Tentei segurar o riso, mas não consegui. Era ridículo eles fazerem todo aquele suspense por causa de uma cirurgia de fimose, isso era a coisa mais normal do mundo, não havia necessidade de esconder de todos.
- Desculpa gente. Mas eu não consegui segurar. Alexandre eu não acredito que você ficou com vergonha de contar uma coisa tão normal pra gente... – falei.
A mãe dele sorriu como quem agradecia para mim, retribuí o sorriso.
- É que eu fiquei com medo da Bia não me querer mais depois disso. – ele falou sem graça.
Eu ri de novo.
- Claro que não. – respondendo a Bianca, lhe dando um beijo na testa.
Eu fiquei lá mais uma hora. Depois resolvi ir embora, Bianca ficou. Disse que queria ficar mais tempo com Alexandre.
Saí da clinica em direção do ponto de ônibus. Quando estou na metade do caminho, vejo um homem branco, alto e forte virar a esquina. Era Rurik, agora era comum ele sempre estar nas esquinas da minha vida.
Rapidamente abri minha bolsa, peguei um estilete dentro do meu estojo. Era o que eu usava nas aulas de arte. Me enchi de coragem e continuei a caminhar, enquanto Rurik vinha em minha direção.
Ele tinha o braço enfaixado, provavelmente por causa do acidente do armário.
Continuei a caminhar, porém agora Rurik corria até mim. E eu parei estática; esperando. Quando estava próximo o suficiente para me tocar, ele abriu um sorriso perverso de felicidade. Continuei parada. Rurik viu o estile em minha mão, ele sorriu mais abertamente, era um sorriso sínico, debochado.
Antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, ele me puxou para ele e me beijou. Automaticamente, o furei com o estilete na barriga mas ele não me largou. Eu tentava me soltar mas ele me segurava com firmeza como se não tivesse sentindo dor alguma, seus lábios ainda nos meus.
Cravei o estile com mais força nele, eu subia e descia a minha mão, fazendo movimentos verticais como se desenhasse na pele dele. Eu sentia o sangue em minha mão.
Rurik me soltou, e puxou estile de mim e o jogou no chão. A camisa bege dele estava toda ensangüentada, assim como a minha mão. Em minha blusa branca também havia manchas de sangue.
Eu o olhei por breves segundo, Rurik fitava meus olhos. Mas ele não parecia magoado, triste ou com raiva; parecia que ele tinha pena de mim. Seu olhar mostrava compaixão. Porém não fiquei muito tempo analisando sua expressão. Corri pela rua sem rumo e quando olhava para trás via Rurik ficando cada vez mais longe, parado no mesmo lugar.
Corri sem parar durante uns trinta minutos. Até que uma senhora que parecia ter uns 70 anos e estava olhando na janela de sua casa perguntou se eu precisava de ajuda.
Eu respondi que sim, e ela me deixou entrar em sua casa.
A senhora de chamava Lurdes e morava sozinha com a irmã. Ela me deu um chá, tinha um gosto horrível. Mas tomei mesmo assim.
- O que aconteceu minha filha? _ Dona Lurdes perguntou.
O que eu iria responder?
_ Fui assaltada.
“Oh”, falou. Ela estava surpresa, a taxa de criminalidade aqui era quase nula.
- Mas como foi?- perguntou, ainda sobressaltada.
- Eu não sei. Ele... Ele... Pediu a minha bolsa.
- E como era o rosto dele minha filha?
- Ele era... Ele estava encapuzado.
- Meu Deus! Mas você esta ferida! – ela olhou a mancha de sangue em minha blusa.
- Ah não! Não! Eu não estou ferida. – respondi.
_ Mas então?
- Ele estava armado, com um estilete; e eu... Eu... Puxei o estile da mão dele, e o furei. Isso é sangue dele, do... Do assaltante.
- Você é corajosa. – Dona abriu um sorriso discreto e doce para mim.
Inventei mais algumas explicações para ela. E depois peguei um taxi e fui para casa. Como sempre não havia ninguém então eu tomei um banho e queimei minha blusa, não queria que ninguém visse as manchas de sangue. Isso me deixou um pouco triste, aquela era uma das minhas blusas favoritas.
Enquanto ao Rurik, uma hora dessas devia estar em um hospital. Seu ferimento devia levar no mínimo uns cinco pontos. Eu torcia para que ele perdesse muito sangue, e morresse logo.
Só assim ele iria me deixar em paz.
Após algumas horas, Bia e Pietro apareceram lá em casa; preocupados. Porque eu havia saído do hospital antes dela, e quando ela chegou sua em casa me ligou mas ninguém atendia.
Expliquei o que havia acontecido. Bianca ficou horrorizada e queria porque queria que fossemos a policia.
Mas Rurik não seria culpado, ele era um ótimo tradutor, casado, sem passagem pela policia enquanto eu tinha uma ficha meio comprometedora. Desacato a autoridade, vandalismo e eu já tinha cumprido pena alternativa pela morte do Rafael ( sorte não ter sido considerada cúmplice). A idéia de ir a policia logo foi descartada.
Pietro ficou desesperado, e disse que de agora em diante ele iria me acompanhar a todos os lugares que eu fosse. O que eu aceitei imediatamente.
Logo anoiteceu e minha avó chegou. Como ninguém agüenta as suas conversas sobre os namorados, ficantes e rolos que arranja nos lugares escabrosos que freqüenta; rapidamente Bianca e Pietro foram embora. Eu ainda agüentei por uns minutos e logo me tranquei no quarto.
Refiz meu trabalho de literatura já que ele havia sido destruído do dia em que Rurik resolveu me seqüestrar, amanhã seria a apresentação e meus colegas de grupo não aceitaram muito bem a desculpa que eu dei por ter faltado no sábado. Assim que terminei, caí e na cama e dormi.
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Oi. Como foi o natal ? O meu foi bem legal, apesar de que quando eu morava no Rio meu Natal era mais feliz, sei lá, tinha mais cara de Natal... Gente meu computador tá péssimo, to tentando desde ontem posta esse capítulo mas não consigo e pra abrir o blogspot é praticamente impossível, por isso não to respondendo os comentários, mas prometo que assim que isso se resolver, eu respondo todos. Então com esse problema eu não sei se eu vou conseguir vir aqui antes do Ano Novo, por isso desde já, desejo um Ano Novo Maravilhoso e que em 2010 venha repleto de Amor, Paz e Consciencia pro mundo. E desejo também que aquilo que você mais quer, lá no fundo do seu coração aconteça.
Feliz Ano Novo !!
beijos.

23 de dezembro de 2009

Jingle bells ♪

Oi. Nossa, o ano passou tão rápido que eu ainda não acredito que amanhã já é véspera de Natal, como na casa de todo mundo é uma correria todo dia 24/12, eu vim logo hoje dá o meu recadinho de natal pra vocês:
"Obrigada a todos que vem aqui, e me deixa sempre comentarios maravilhosos, vocês não sabem como isso é importante pra mim, de verdade.
Então eu quero desejar Feliz Natal pra todo mundo, que o verdadeiro significado do natal possa tocar nossos corações, e nos fazer pessoas melhores a cada dia."
Bom, é isso hehe.
E aproveitando o momento harmony & grace do Natal, eu queria dedicar Mentirosa Perfeição a Maria, minha prima que sempre me ajuda e foi a primeira a ler a história; a Carla, minha melhor amiga que sempre ta do meu lado e também a três meninas que eu não conheço pessoalmente mas que estão acompanhando fielmente a história e sempre me deixam comentarios que só me incentivam, elas são: Mayla do http://justadreamygirl.blogspot.com/ , Ninaaa do http://temnomenenhumnao.blogspot.com/ e a Raah Cullen do http://meumuundocolorido.blogspot.com/ .
E dia 25 eu coloco o próximo capítulo de Mentirosa Perfeição.
beijos.
ps. Se quiser me perguntar algo: http://www.formspring.me/JuuTheodoro

20 de dezembro de 2009

Mentirosa Perfeição

Capítulo VIII
Acordei no dia seguinte radiante. Nunca pensei que Pietro tivesse a capacidade de me fazer tão bem.
No colégio perguntei a uma das coordenadoras porque fazia tanto tempo que Alexandre não aparecia, ela disse que era por problemas de saúde e não me deu mais detalhes, parecia que o assunto era meio confidencial. Mas pelo menos eu já sabia o motivo, eu e Bianca iríamos fazer uma visita amanhã, talvez.
A manhã de segunda foi mais um dos momentos que passei sozinha. Dediquei-me as aulas com um estranho entusiasmo e não me incomodei de não ter ninguém para conversar.
O sinal que indicava que as aulas haviam terminado acabara de tocar, e eu já estava praticamente fora do colégio. Cruzei o grande portão de ferro mas logo voltei, vi um pouco antes da esquina que eu viraria para ir em direção ao ponto de ônibus uma picape preta parada que eu sabia a quem pertencia.
O Desespero tomou conta de mim. Rurik estava me esperando, será que esse homem nunca ia me deixar em paz? Eu já havia me esquecido que ele existia, cheguei até a pensar que depois de eu ter jogado o armário em cima dele, ele iria me deixar em paz. Ingenuidade minha, é claro. Não iria ser tão fácil assim, pelo jeito ele gostava de me perseguir, mas eu só queria saber o que o levava a isso. Eu ia ter que fazer alguma coisa.
Eu andava de um lado para outro no pátio Colégio Técnico Margaret Thatcher quanto os alunos saiam. Seu Rubens, o porteiro, estranhou meu comportamento, pois eu sempre era uma das primeiras a ir embora.
- Aconteceu alguma coisa June? Você parece preocupada.
- Não, não. – menti descaradamente.
A maioria dos alunos já haviam ido embora, só alguns que tinham aulas extras agora haviam ficado. Seu Rubens continuava olhando para mim com ar suspeito. E o carro de Rurik ainda parado no mesmo lugar.
Meu nervosismo só aumentava. Como eu iria embora?
De repente me lembrei de Pietro. Porque não pensei nisso antes? Imediatamente peguei meu celular e liguei para ele. Depois de duas chamadas:.
- Aconteceu alguma coisa?- foi assim que ele atendeu, sua voz era nervosa.
- Ainda não. Eu ainda to aqui na Margaret Thatcher. O carro do Rurik esta aqui perto, e pelo jeito ele ta me esperando.
- Não sai daí. Estou indo agora te buscar.
Eu esperei, a univercidade onde Pietro estudava ficava longe daqui mas ele chegou em menos de trinta minutos.
Quando o vi do outro lado do portão. O alivio tomou conta de mim.
Seu Rubens viu quando eu caminhei até Pietro, acho que ele pensou que eu estava preocupada com a sua demora, melhor assim.
Eu abracei Pietro antes de ele fazer isso, pelo que me pareceu ele ficou feliz com a minha reação.
- Cadê o carro? – ele perguntou quando o soltei.
Eu apontei na direção, a picape preta ainda estava parada lá, com os vidros fechados.
- Tem certeza que é ele June? – Pietro perguntou.
- Absoluta. Eu já andei naquele carro, eu sei como ele é. É o Rurik eu tenho certeza.
Pietro ficou pensativo.
- E agora como nós vamos embora? Aquele é o único caminho.- falei.
Pietro me segurou pela mão e nós atravessamos a rua. Ele fez sinal e um taxi parou, nós entramos e fomos para casa.
- Quando eu te liguei você estava onde? – perguntei, enquanto entravamos no elevador.
- Você disse pra minha mãe ontem que não é nada minha. Então não te devo explicação. – falou em tom de brincadeira.
- Eu não disse que não era nada sua. - me defendi. – Eu disse que nós não tínhamos voltado. É diferente. Eu me considero sua amiga.
Pietro fez uma careta.
- Amiga? Fala sério June! Amigos não fazem isso. – ele imediatamente me puxou para junto dele, e tentou me beijar, mas eu novamente não deixei.
Pietro me soltou.
- June, até quando você vai fica me torturando? Eu não to agüentando mais. – exclamou. – Eu vou ter que te beijar a força?
Eu fiquei séria.
- Você nunca faria nada que eu não quisesse. – afirmei.
- Claro. Mas nesse caso nós dois sabemos que você quer, só esta tentando me fazer pagar pelo que eu te fiz. E parabéns você esta conseguindo.
- Isso não é verdade. – retruquei. – Eu não estou fazendo você pagar por nada. Eu só estou...
- Você só estar... – ele me estimulou a continuar.
Mas nem sabia que eu estava fazendo então não falei mais nada. Pietro percebeu que isso seria o fim e permaneceu calado, mas segurava a minha mão.
- Bem que poderia acabar a luz agora. Você não ia ter pra onde fugir. – ele comentou.
A porta do elevador se abriu no meu andar. Eu e Pietro colocamos a cabeça para fora pra ver se alguém estava no corredor, nada, vazio como sempre.
Eu me aproximei dele, segurei seu rosto para que ele não o virasse o que Pietro tentou fazer e lhe dei um beijo na bochecha.
Então eu sair do elevador. Mas antes das portas de fecharem Pietro me informou:
- Ah June! Quatro horas to passando pra te pegar.
- Aonde nos vamos? – perguntei, surpresa.
- Eu quero que você me ajude com umas coisas.
- Esta bem. – concordei.
- Cuidado. – ele me alertou. E as portas do elevador se fecharam.
Quando toquei a campainha, minha irmã veio abrir. Ela estava sozinha. Colocamos a lasanha semi-pronta no micro ondas e almoçamos juntas, coisa que não fazíamos a muito tempo.
Julídia me perguntou se eu tinha voltado do colégio com o Pietro e porque hoje eu havia chegado mais tarde que o normal.
- É que o Pietro ficou de ir me buscar, e ele se atrasou. – menti.
Ela pareceu acreditar.
Minha irmã me contou suas novidades. Disse- me que estava muito nervosa porque achava que amanhã iria dar seu primeiro beijo. Eu me diverti com ela, dei algumas dicas, foi um almoço prazeroso.
Três horas comecei a me arrumar para sair com Pietro. Como eu não sabia aonde ele iria me levar deixei de lado minhas saias com meias e optei um uma calça jeans com uma sapatilha.
As quatro em ponto eu já estava pronta.
A campainha tocou e fui correndo atender. Mas Julídia chegou na frente e abriu a porta, era Pietro.
Ela o recebeu com um sorriso.
- Oi Julídia. – Pietro a cumprimentou.
- Oi. Que bom que você e a June tão quase voltando, ela ficou meio estranha depois que você deixou ela.
- Obrigada Julídia. – agradeci com sarcasmo.
- Vou deixar vocês a sois. – ela disse, piscando para Pietro.
- Desde quando vocês dois são tão amigos? – perguntei, indignada com a cumplicidade dos dois.
- Desde sempre. – ele respondeu.
- O que presentes não fazem. – comentei.
Pietro somente sorriu e ficou me olhando. Eu fiquei sem graça.
- Calça jeans? – ele estranhou. Mas não me deu tempo de responder. – Eu gosto. – falou, olhando descaradamente para minhas pernas.
- Dá pra parar?. – reclamei. Pietro pareceu acordar de um transe.
- A ta, ta. Foi mal.
- Aonde nós vamos? – perguntei.
- Primeiro eu quero te contar uma coisa. Ninguém sabe disso, bom só você agora.
Eu fiz sinal pra ele sentar no sofá e sentei ao seu lado.
- June, eu vou sair de casa.
Minha boca se abriu, com o susto.
Pietro a fechou delicadamente com uma das mãos.
- Você vai fugir? – perguntei.
- Claro que não. Lembra que eu sempre tive vontade de morar num lugar meu? Eu já te falei isso. – eu concordei com a cabeça. Lembrava das vezes que ele me falava que queria independência. – Então, eu guardei todos os salários daquele emprego de assistente de fisioterapeuta e agora eu já tenho um bom dinheiro. Já aluguei um apartamento que vou dividir com mais dois amigos da faculdade e vou comprar um carro, não novo claro.
Ele estava muito feliz, finalmente realizando um sonho, eu podia ver isso nos olhos dele.
- Nossa! Parabéns. Eu fico feliz por você, de verdade. – falei.
- Eu sei que sim. – ele concordou, com um sorriso lindo no rosto.
- E eu não ganho nem um abraço? – me perguntou.
- Claro. – lhe dei um abraço apertado, e beijo no canto da boca.
Isso fez o sorriso dele aumentar. E o meu também.
- Isso já é um avanço. – comentou.
Eu simplesmente sorri.
- Mas o que vamos fazer hoje? – perguntei.
- Vamos comprar o meu carro. Quero que você me ajude a escolher.
- Claro. Vamos. – concordei.
Pietro passou a mão em minha cintura. E nós saímos agarrados. Enquanto esperávamos o elevador, fiquei observando a porta da casa de Rurik.
- Se era que ele esta ai? – perguntei.
Pietro seguiu meu olhar e percebeu do eu estava falando.
- Não sei, acho que sim. Ele nunca sai.
Fiquei calada.
- June, você sabe não precisa ficar com medo. Eu estou aqui, eu sempre vou te defender. Eu te...
E o elevado chegou. Nós entramos e já havia duas mulheres lá dentro então não continuamos nossa conversa, como de praxe ninguém se cumprimentou.
Já na rua, pegamos um taxi e descemos na frente de uma loja de carros semi novos.
- Pietro você vai pagar a vista? – perguntei.
- Claro. – ele me mostrou o cheque pro dia.
- É só isso? – perguntei, sem conseguir conter minha preocupação.
- Como assim só isso? Eu falei que não era um carro novo.
- Eu sei mas isso deve dar no máximo pros bancos do carro. – falei.
- Só se os esses bancos fossem de ouro. – ele retrucou.
- Pietro não vai dar pra compra um bom carro com isso. – afirmei, séria.
- Esse bom carro deve ser uma picape preta não é? – ele havia se irritado. – Você não quer também que eu pinte meu cabelo de louro e use lentes verdes? – me perguntou, irônico mas sem humor.
Eu não respondi. Ele arrancou o cheque das minhas mãos e entrou na loja.
Não gostei do jeito como ele falou comigo. Eu conhecia Pietro, ele estava com ciúme.
O segui para dentro da loja. Ele fingia que eu não existia.
Até que o vendedor perguntou se eu estava com ele, Pietro demorou a responder; por um momento pensei que ele iria dizer que não.
- Esta sim.
- Sua namorada? – perguntou o vendedor uns segundos depois, discretamente para Pietro mas eu escutei.
- Não. – Pietro respondeu.
Isso me magoou. Era como se eu tivesse voltado ao passado. Com fantasma da memória de sempre esperar pelo pedido que ele nunca fazia me assombrando.
- Com esse dinheiro era melhor ir direto para um ferro velho. – falei alto o suficiente para que Pietro ouvisse. Eu queria deixar ele com raiva. E pelo jeito consegui.
Pietro me olhou com fúria nos olhos, desviei do seu olhar imediatamente. Parecia que seus tinham a capacidade de me queimar.
Ele não olhou mais pra mim. Andamos de um lado para outro dentro da loja vendo os modelos, até que ele parou em um que pareceu realmente gostar. E para meu espanto pediu minha opinião:
- O que você acha June? – perguntou, sem me encarar. E ele ainda estava com raiva.
- Eu gostei. – respondi seca.
O vendedor deu uma risadinha da nossa situação, achou divertido.
Ele foi falar com o vendedor a sois, fiquei esperando num canto da loja. Eu tinha certeza que aquele dinheiro não ia dar para comprar aquele carro, mas eu estava enganada. Pietro veio em minha direção com as chaves na mão.
- Vamos?
Já fomos embora no carro de Pietro.
Ele sentou no banco do motorista, e eu no do carona.
O carro era bonito e muito confortável.
- Acho que você não sabe muito sobre preços de carro. – Pietro começou.
- Eu realmente pensei que não daria... – ele não deixou eu terminar.
- É, realmente não daria se nós fossemos comprar o carro como o do seu namoradinho.
Ele me irritou.
- Você sabe o que é isso não sabe? – falei, enquanto ele dirigia. – Você esta com ciúme do Rurik. Porque ele é lindo, inteligente, tem um carro melhor que o seu...
- CLARO QUE EU TO CIUME JUNE ! – ele gritou. – É realmente ele deve ser tudo isso mesmo. – imediatamente me arrependi do que tinha falado, isso magoou Pietro. – Deve ser por isso que você o prefere.
- Isso não é verdade. Da onde você tirou isso?
- June, eu percebo que você fica lisonjeada de ele te perseguir, você tem medo dele isso qualquer um vê nos teus olhos mas você fica lisonjeada.
Pensei nisso por um momento, e era verdade. Eu não gostava de Rurik, nunca gostei; mas a beleza dele sempre me encantou e o fato de ele ter me escolhido mesmo eu sendo tão normal me instiga.
Meu silencio confirmou a suposição de Pietro.
- Viu? – ele lamentou.
- Mas isso não significa que eu o prefira. E só que eu fico curiosa de saber porque ele me escolheu, afinal eu sou tão normal e ele é lindo...
- Eu te digo por que ele te escolheu – Pietro explodiu em raiva. – Porque June você é a menina perfeita, porque a maioria dos homens que te vêem acha que você é mais doce e delicada das mulheres, mas é só aparência. De boneca você só tem a cara. Você não é assim, de doce você não tem nada porque quando você quer machucar as pessoas você sabe como fazer; não é a toa que você atraiu uma pessoa que gostava de você pra morte.
- EU NÃO SABIA QUE IRIAM MATAR-LO. – gritei. – Você não vai fazer com que eu me sinta culpada.
- Eu sei que você se sente culpada. – ele me desmentiu.
- NÃO ME SINTO.
- SENTE SIM! – Pietro gritou mais alto que eu. – Eu te conheço melhor que ninguém. Eu não deixo que um rostinho meigo me fascine, eu leio os seus trejeitos, eu sei o quanto ruim você pode ser quando você quer.
Ele mostrava o meu pior lado. E o que era pior é que eu sabia que tudo que ele falava era verdade.
- Eu te odeio. – falei baixo.
- Você não gosta de ouvir a verdade não é? Que você é uma garota normal de 17 anos no dia a dia e gentil todo mundo sabe. Mas ninguém sabe que você fazia coisas horríveis quando não morava aqui, e que quando você esta sozinha sabe se defender como ninguém.
- Do que você esta falando?
- Do menino que você matou aos 15 anos.
- Eu não matei ninguém- as lagrimas já estavam nos meus olhos. – Esse garoto me perseguia e ele não era nenhum anjinho. Então eu o levei até uns amigos meus que tinham que acertar algumas coisas com ele, não fui eu que o empurrei de cima do prédio. Eu não lamento que ele tenha morrido.
- Viu como você é, cadê aquela menina perfeitinha. Eu sei que você andava com um pessoal barra pesada e...
- Pietro, você fala como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Eu não sou uma má pessoa – afirmei.
- Eu não disse que você era. June você é uma boa pessoa, mas sabe ser bem ruim quando você quer e quando é preciso.
- Então você acha que eu sou uma fingida? Que...
- Eu não acho que você seja, eu sei que você é você mesma, eu só quero que você veja o que o Rurik não vê em você. Que são os seus defeitos, eu vejo isso. EU VEJO! – gritou. – Eu vejo o quão perversa você pode ser.
- Eu não sou assim, eu não sou. – ele estava aumentando todos os meus defeitos, eu sabia que eu não era uma santa, que eu era vingativa e egoísta; ninguém precisava ficar me lembrando isso, muito menos ele, que importava tanto pra mim. – EU TE ODEIO. – gritei.
- Que pena. Porque eu te amo. Mesmo sabendo de tudo isso, eu te amo.
Por essa eu não esperava. As lagrimas pularam dos meus olhos sem eu poder impedi-las.
O encarei. Mas ele olhava pra frente.
Pietro rapidamente olhou pra mim. E depois ficou encarando a estrada.
Chegamos ao condomínio. Pietro estacionou na vaga de visitantes.
Descemos do carro em silencio e entramos no elevador. Eu me aproximei de Pietro, mesmo com medo de ser rejeitada, passei a mão por seu pescoço. Ele encarou meus olhos.
- Eu não sinto nada pelo Rurik, nunca senti. É lisonjeio de mulher. Você sabe quem eu prefiro.
- Me desculpe, não quis fazer você chorar. – Pietro tentou se redimir.
- Esta desculpado. – eu sorri gentilmente.
Eu o olhei nos olhos, e senti vontade de que ele tentasse me beijar e dessa vez eu deixaria, mas ele não o fez.
Simplesmente ficamos abraçados.
Quando o elevador chegou ao meu andar, Pietro me acompanhou até a porta do meu apartamento, nos despedimos e eu entrei.
Minha avó estava em casa e não se deu ao trabalho de perguntar onde eu estava, mas Julídia percebeu que eu estive chorando.
Ela me seguiu até meu quarto.
- Você brigou com o Pietro?
Balancei a cabeça dizendo que sim.
- Mas já estamos bem. – me apressei em explicar.
- Mas o que aconteceu?
- Ele ficou com ciúme do Rurik e me disse umas coisas horríveis mais no já estamos bem.
- Que bom que já estão bem.
Julídia me deu um beijo na testa e saiu do meu quarto.
Era bom ficar sozinha e pensar na minha vida.
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Oi, hoje eu fui ver Avatar. Além do espetáculo nos efeitos especiais que todo mundo já sabe, a história também é incrivel, eu adorei. Vejam vocês também e me digam o que acharam ...
Ah ! Hoje também é aniversário da Carla, que escreveu Mais que Irmãos e é minha melhor amiga. Parabéns Carlictha ! Muitas felicidades (:

16 de dezembro de 2009

Vítimas ou culpados?

Já repararam que o homem adora ver a sua própria destruição? O Dia depois de Amanhã, Independence Day, 2012 e mais uma legião de filmes. Não condeno ninguém por isso, eu mesma não me canso de assistir Impacto Profundo. Mas ver um filme é uma coisa; tudo é tão longe, distante; você vê a situação pelo lado de fora e mesmo que você realmente imagine que aquilo tudo esteja acontecendo quando o filme acaba, você levanta do sofá e vai fazer outra coisa... Agora não sei se é só comigo, mas to com aquele clima de começo de filme sabe? E todas pessoas sabem disso mas elas não tão nem aí pra como realmente esse filme possa acabar... Quem tá achando uma palhaçada essa conferência do clima? As esperanças vão morrendo enquanto os dias vão passando e nada se resolve. Uns dizem que é culpa do capitalismo,e talvez seja mesmo, outros que é só dos EUA e da China, mas agora já ta tudo feito. Não adianta chorar pelo leite derramado, não adianta fica procurando culpados, é hora de agir, de encontrar uma solução, porque na hora que tudo estiver caindo, não vai ser só os Estados Unidos a desmoronar, vamos ser todos nós.
Claro que os maiores poluídores tem que arcar com o maior gasto, mas o resto dos países não podem simplesmete ficar olhando... Todos tem que ajudar. Eu não to pedindo pra ninguém fechar as milhões de fabricas existentes, nem pra todo mundo ficar no escuro pra economizar energia, nada disso. Cada um tem que colaborar, mas nossos representantes agem como se o dinheiro que esta sendo pedido fosse acabar com economia deles, mas quando é gasto milhões com guerras no Iraque, ou testando misseis; ninguém fala absolutamente nada.. É preciso mudar, e mudar os valores do que realmente é importante. As catastrofes estão acontecendo, e todos figem que as inundações, os níveis dos oceanos mais altos, os tornados e tremores de terra que nunca aconteciam no Brasil não tem nada a ver com isso. Tem que se fazer alguma coisa, tem que se fazer o que for preciso, não é uma questão de opção. Nós não temos opção. Ou fazemos ou é o fim, talvez não seja hoje, nem amanhã, nem em 2012, nem daqui a 50 anos. Mas um dia vai chegar, e nós seremos os culpados porque podiamos fazer algo e não fizemos.
Como diz Kings and Queens do 30 seconds to mars: "We were the victims of ourselves"

7 de dezembro de 2009

Mentirosa Perfeição

Capítulo VII

Parecia que toda a confusão com Rurik de manhã não havia acontecido, isso nem me preocupava mais; eu estava muito feliz para isso, ter voltado com o Pietro me renovou minhas forças, não ia ser um cara lindo e desequilibrado que ia acabar com isso. Tudo bem que ter voltado com o Pietro não era a palavra certa, mas isto era só uma questão de tempo e pelo jeito só dependia de mim.
Passei bem o resto do dia, e dormi como um anjinho durante a noite.
No Domingo, acordei mais cedo que o normal e fui para casa de Bianca.
Assim que ela abriu a porta, já foi me informando:
- Já sei de tudo, Pietro me contou ontem. Rurik sempre me deu medo mesmo.
- Oi para você também. - falei com sarcasmo.
E entrei no apartamento.
Pietro que estava sentado no sofá e imediatamente levantou, veio em minha direção.
Ele me abraçou forte, e isso me deixou um pouco constrangida, porque os pais dele estavam na sala.
Pietro sussurrou em meu ouvido, durante o abraço:
- Porque você veio sozinha? Era pra você ter me ligado que eu iria lá embaixo de buscar, vai que o Rurik tivesse no corredor te esperando.
Eu não respondi. Quando ele me soltou, falei com os pais deles:
- Oi tia. Oi tio. – eu chamava Dona Beatriz e Seu Paulo assim.
- Oi minha nora preferida. – D. Beatriz levantou e veio me dar um abraço gentil. Tio Paulo, me deu um aceno de cabeça de longe, ele estava no telefone.
- Como assim nora preferida? Não tem outra. – Pietro informou.
Eu fiquei vermelha de vergonha, não sabia o que falar.
- June, eu to muito feliz de você ter voltado com o Pietro, esse menino estava insuportável desde que vocês se separam... – Tia Beatriz me contava.
- Ah! Eu nem sabia que nós tínhamos voltado. – falei sem graça.
- June, por favor não abandona o meu filhinho, ele precisa tanto de você – Tia Beatriz foi até Pietro e abraçou o filho por trás e ficou o balançando de um lado para outro. Pietro tentava se desvencilhar, mas a mãe não deixava.
Eu e Bianca começamos a rir.
- Chega não é mãe? – Pietro disse se libertando dos abraços da mãe.
- Ele fica com vergonha de você June, mas ele adora fica agarradinho com a mamãe.
Bianca soltou uma gargalhada e disse:
- Isso é verdade.
Eu ri também. Pietro ficou com vergonha, ele me puxou pelo braço e me arrastou pro seu quarto. Lá ele começou a me abraçar.
- Para Pietro. PARA!
Ele parou.
E eu continuei:
- Vamos voltar para a sala. O que os teus pais vão pensar?
- Eles não ligam, e outra coisa a gente não esta fazendo nada demais, a não ser que você queira, quer? – ele deu aquele sorrisinho malicioso.
- Claro que não! Você é um imbecil. – falei.
E fui até a direção da porta, Pietro me segurou pela mão.
- Fica aqui. Eu não vou tentar nada, nem te beijar, eu juro.
Eu me rendi e fiquei. E era o que eu realmente queria. Nós ficamos abraçados o tempo todo e o tempo parecia ter parado. Eu me perguntava como eu pude ficar tanto tempo longe dele.
- Eu não sei como eu consegui ficar tanto tempo longe de você. – Pietro disse, lendo meus pensamentos. – Só quando eu te vi junto do Rurik que eu percebi que eu podia realmente te perder.
Eu simplesmente sorri para ele, e fiquei encarando seus olhos.
Pietro cheirou meu cabelo.
- Estava com saudade do teu cheiro. – Pietro disse, e beijou o meu pescoço. Eu me arrepiei.
Ele sorriu pra mim.
-June, eu te... – mas Pietro foi interrompido. Seus pais gritaram da sala que já estavam saindo, a despedida foi acompanhada de um “ Juízo vocês dois! “
Logo depois que ouvimos a porta bater, Bianca apareceu no quarto.
- Sinto muito, mas vou ficar de vela mesmo. – nos informou.
- Cadê teu namorado? Nessas horas é que pra você ta com ele. – Pietro reclamou.
Bianca fez uma careta pra ele.
Pietro sentou na cama e eu sentei entre suas pernas e ele me abraçou pelas costas.
Contei a Bianca que eu não sabia o que havia acontecido com Alexandre, que fazia dias que ele não aparecia no colégio, mas depois me arrependi. Bianca ficou realmente preocupada, ela também me disse que ele não atendia o celular.
Então alguma coisa deve ter realmente acontecido porque ele estava louco para que Bianca ligasse pra ele, não fazer sentido ele não atender.
Passei o domingo inteiro na casa da Bianca, a ajudei a fazer o almoço enquanto Pietro sentado à mesa não fazia nada a não ser me olhar, isso me constrangeu um pouco, eu queria que ele tirasse aquele par de olhos de mim.
- Pietro vem me ajudar. – mandei. Ele imediatamente levantou e veio para mim, ele me abraçou por trás de novo e ficou beijando meu pescoço.
- Definitivamente esta insuportável ficar perto de você dois. – Bianca reclamou.
- Então sai. Ninguém de quer aqui.- Pietro retrucou.
- A June quer, não é? – Bianca recorreu a mim.
Eu somente ri.
Pietro caiu na gargalhada.
- Ta ai, ela não te quer. – ele desafiou a irmã.
- Fiquem vocês sabendo que eu não to aqui por vontade própria, se eu soubesse o que aconteceu com o Alexandre. Eu já teria sumido com ele- Bianca se irritou.
- Nós estamos brincando Bia. – informei, enquanto desligava o fogo.
- Eu não estou. – Pietro se apressou em dizer.
O resto do dia passou assim, Pietro fazendo de tudo para ficar sozinho comigo, e Bianca suportando como podia suas piadinhas, ele basicamente fingia que o irmão não existia e só conversava comigo. Eu amo a Bia, ela é minha melhor amiga, porém confesso que eu queria ficar sozinha com Pietro. Mas eu sabia porque ela realmente não ia embora, ela tinha medo que eu e o Pietro “ficássemos realmente juntos”, apesar dela aprovar desde sempre nosso namoro, Bianca já me confessara que ela abominava a idéia de sua melhor amiga ter relações com o seu irmão, mesmo sabendo que nós já tínhamos essa experiência. Ela tinha ciúme do irmão.
Quando o relógio marcou noves horas da noite, Pietro me acompanhou a porta de meu apartamento, nem sinal de Rurik. Pietro se despediu de mim com um beijo no canto da boca e foi embora.
Já em casa, fiquei um tempo com minha irmã. Ela me perguntou se eu tinha voltado com Pietro.
- Mais ou menos. – respondi.
- Ah!- ela lamentou. – Volta com ele June, eu gosto dos presentes que ele me da.
Eu sorri para ela. Apesar de não sermos tão próximas eu amava minha irmã, ela era a única da minha família que realmente se preocupava comigo.
- Vou pensar no seu caso Julídia.
- Ele é melhor que o bonitão ai do lado. - ela afirmou. E eu concordei com a cabeça.
Julídia continuou:
- June eu vi aquela sua meia-calça azul rasgada. E não era aqueles rasgos de meia quando desfia, era como se alguém tivesse rasgado mesmo.
Minha irmã era muito mais observadora que eu imaginava. Mas eu não iria meter ela nessa historia, afinal ela só tem onze anos.
- Foi que me deu um ataque de raiva, por causa do Pietro e eu rasguei. – menti, mas como isso já havia acontecido esperei que ela acreditasse.
- Ah sim! – ela respondeu pensativa. Acho que não a convenci.
- Julídia já estou com sono. Vou dormi. – anunciei.
Fui até ela e lhe dei um beijo na testa.
- Boa noite June!
- Boa Noite! – respondi. E sai de seu quarto.
Com sono fui direto para o meu. Deitei na cama e logo dormi.

3 de dezembro de 2009

Uma manhã feliz

Hoje eu fui pra casa de uma amiga, a Rô com uma galerinha que eu amo muito, e que tem feito a minha vida feliz aqui em Belém (sem eles sinceramente não sei como eu estaria) e o que eu tenho pra dizer é que foi a manhã mais feliz do ano! Eu saí de casa super atrasada (pra variar) e pra dizer a verdade não esperava muito do meu dia... Assim que cheguei na casa tava todo mundo conversando educadamente, fingindo que eram civilizados; só fingindo porque de civilizados eles com certeza não tem nada, isso eu posso garantir. Mas assim que eu cheguei a educação foi pra um lugar bem longe e nós começamos a jogar twister, acho que vocês podem imaginar a confusão que foi...
Foi incrível, porque no meio daquela confusão toda eu percebi como eles são importantes pra mim, como eles conquistaram um lugar no meu coração em tão pouco tempo e como eles sem perceber cuidaram de mim. Hoje tenho mais uma confirmação de que a felicidade é feita dos momentos mais simples e que mesmo que muitas coisas tenham me feito mudar (de maneiras diferentes), eu ainda sou a mesma e ainda tenho a capacidade de perceber o quanto pessoas aparentemente normais podem ser especiais.
Bom, é isso. E eu desejo pra vocês a mesma sorte que eu tenho, de encontrar pessoas maravilhosas na minha vida. Aliás desejo mais do que isso, eu desejo a melhor coisa que se pode ter: AMIGOS.
beijos e logo logo o próximo capítulo de Mentirosa Perfeição.